Discurso de Trump faz americanos sonharem e deixa democratas em crise

O presidente dos EUA, Donald Trump, no Capitólio dos EUA, em Washington, DC

O discurso de Trump ao Congresso foi o mais longo já registrado, mas manteve o público engajado. Ele combinou momentos emocionantes, como homenagens a um jovem sobrevivente de câncer e a um estudante aceito em West Point, com humor e inspiração. Trump reforçou promessas cumpridas e reafirmou seu controle da situação, enquanto os democratas pareceram descontentes e sem resposta. O discurso gerou esperança e entusiasmo, destacando uma visão otimista para o futuro dos Estados Unidos.

O discurso do presidente Donald Trump na noite de terça-feira entrou para a história como o mais longo já proferido por um chefe de Estado em uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos. No entanto, longe de ser monótono, o pronunciamento foi uma verdadeira demonstração de força e habilidade oratória. Trump conseguiu, com maestria, apresentar um panorama coeso e tranquilizador sobre suas primeiras semanas intensas na Casa Branca, alternando entre momentos emocionantes e cômicos, culminando em um crescendo inspirador que conectou as glórias do passado e do presente americano à promessa de uma nova Era Dourada sob sua liderança.

No pódio, Trump mostrou-se completamente à vontade, transitando com facilidade entre um tom casual e cômico para outro formal e profundo. Ele usou todo o seu talento para entregar um discurso arrebatador, reafirmando que está no controle da situação e que está se divertindo com o trabalho que tem em mãos.

Enquanto isso, os democratas pareceram desajeitados e amargurados. Desde os comentários indecorosos do deputado Al Green, que foi expulso do plenário, até os patéticos cartazes de protesto que levantaram durante todo o discurso, passando pela recusa em aplaudir mesmo nos momentos mais emocionantes, a oposição mostrou-se desconectada do clima geral.

Entre os momentos mais marcantes, destacaram-se a emocionante surpresa para o jovem sobrevivente de câncer D.J. Daniel, que descobriu ter sido nomeado agente honorário do Serviço Secreto, e a notícia dada ao estudante Jason Hartley, que foi aceito na Academia Militar de West Point. A cena de D.J. correndo para cumprimentar Jason nas galerias do Congresso foi um dos pontos altos da noite.

Ao longo de seu discurso, Trump defendeu ideias de senso comum, como a existência de dois gêneros, a contratação e promoção por mérito, o combate a absurdos ideológicos e o fechamento da fronteira sem a necessidade do projeto de lei que os democratas insistiram durante todo o ano como a única solução possível. Além disso, ele trouxe perspectivas reais de uma paz honrosa na Ucrânia.

Embora novos presidentes costumem fazer esse tipo de discurso conjunto no Congresso em substituição ao tradicional Estado da União, o pronunciamento de Trump fugiu do padrão de listas secas e triviais que costumam marcar esses eventos. Ele não hesitou em detalhar suas ações para reforçar seus pontos, listando promessas feitas e cumpridas, além de destacar outras que estão em andamento.

Com humor e inspiração, Trump conseguiu tanto tranquilizar sua base quanto provocar a oposição. Ele falou para o país, mas também dominou o plenário. Apesar de ser apenas um discurso em uma noite ainda no início de seu mandato, Donald Trump fez o máximo possível para avançar sua causa e a do país, garantindo aos americanos que, apesar do barulho, da fúria e (para muitos) da confusão dos primeiros dias, ele está no comando e está fazendo os americanos sonharem novamente.

Foto: Greg Nash/Pool/AFP

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