Sesc verão começa em São Paulo com mais de mil atividades

Sesc Verão

A 31ª edição do Sesc Verão foi lançada no sábado (3) e reúne mais de 1,1 mil atividades esportivas em todo o estado de São Paulo. Com o lema “Esporte é Movimento”, a programação, que vai até meados de fevereiro, oferece opções para crianças, jovens e adultos — de práticas tradicionais a modalidades menos conhecidas — em espaços abertos ao público, com foco em inclusão, convivência e fruição coletiva.

O evento amplia a oferta de atividades extramuros às 43 unidades do Sesc SP, conectando espaços públicos e atrações com a presença de atletas olímpicos e paralímpicos. A seguir, detalhes sobre a programação, os destaques de inclusão e a agenda de atrações especiais. O Sesc Verão 2026 aposta na diversidade esportiva: são mais de 1,1 mil ações que combinam jogos, treinos, oficinas e vivências. Além das modalidades consolidadas, o público encontrará opções menos tradicionais, como touch tênis, raquethlon, pickleball, flag football, lacrosse — esporte com raízes entre povos indígenas da América do Norte —, ciclismo BMX e escalada boulder, que privilegia deslocamentos horizontais em pequenas formações rochosas ou paredes artificiais. A iniciativa ocorre não só dentro das 43 unidades do Sesc SP, mas também em pontos de referência da cidade, como o Vale do Anhangabaú, a Praça da Sé e o Theatro Municipal, ampliando o acesso para além dos usuários credenciados e buscando garantir fruição para o maior número possível de pessoas.


Atletas paralímpicos e a ênfase na inclusão

A presença de atletas paralímpicos é um dos pilares da programação. Entre os nomes confirmados está Gabriel Geraldo dos Santos Araújo, o Gabrielzinho, recordista mundial dos 50 m borboleta classe S2, que dividirá sua rotina de treinamentos e trajetórias no Theatro Municipal — um painel previsto para a quinta-feira, dia 8. Nascido com focomelia, Gabrielzinho é exemplo de superação e falará também sobre princípios como acessibilidade no esporte. Outra presença de destaque é a de Beth Gomes, recordista mundial no arremesso de disco paralímpico, cuja história — marcada pelo diagnóstico de esclerose múltipla em 1993 e pela transição do vôlei para o basquete em cadeira e depois para o atletismo — ilustra a importância de caminhos adaptados e políticas de inclusão nas práticas esportivas. A programação reúne ainda nomes de várias modalidades paralímpicas, como Petrúcio Ferreira, Verônica Hipólito (atletismo), Alana Maldonado (judô), Cadu Moraes (tênis de mesa) e outros atletas que ajudam a popularizar e explicar modalidades menos visíveis ao grande público.


Agenda de eventos especiais e atrações educativas

Algumas ações pontuais prometem atrair públicos específicos e curiosos. Entre 13 e 17 de janeiro, o Museu Catavento recebe atividades de esgrima, trazendo explicações sobre a história da modalidade e oficinas com material de apresentação; a prática, com origem esportiva consolidada na Europa medieval, ganha novos públicos em ambiente museal. No dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica ocupará o vão do MASP das 8h às 18h — no mesmo dia, no Sesc Pinheiros, Lorrane Oliveira e Ângelo Assumpção apresentam sua trajetória na ginástica artística. Entre 9 e 11 de janeiro, as unidades Sesc Vila Mariana e Belenzinho promovem o espetáculo Multiverso da Ginástica e debates sobre a presença feminina nas modalidades; já no dia 11, o Sesc Itaquera realiza a atividade Best Trick – Skate Pra Elas, voltada a mulheres e meninas e protagonizada por nomes como Luciana Tozo e Pipa Souza. Essas e outras ações buscam articular esporte, cultura e educação, aproximando o público de experiências práticas e reflexivas sobre gênero, acessibilidade e história esportiva.

Foto: Reprodução/Internet

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